Espaço para comunicar erros nesta postagem
Nunca tivemos tantas ferramentas para nos comunicar e, ao mesmo tempo, talvez nunca tenha ficado tão evidente a dificuldade que muitas pessoas têm de transformar aquilo que sabem em uma mensagem capaz de chegar ao outro.
O momento eleitoral que estamos vivendo é um bom exemplo.
Vemos pessoas experientes, com conhecimento e boas ideias, que se comunicam com naturalidade em um vídeo gravado nos bastidores. Mas, quando precisam participar de um debate, responder a uma pergunta inesperada ou fazer um discurso, a insegurança aparece, o pensamento se desorganiza e a mensagem se perde.
E isso não acontece apenas na política.
Acontece nas empresas, nas reuniões, nas vendas, nas salas de aula, nos palcos e na vida.
Porque ter conhecimento não é a mesma coisa que saber comunicar conhecimento.
Comunicação começa antes da fala
Durante muito tempo, falar bem esteve associado principalmente às técnicas de oratória: postura, dicção, gestos, recursos vocais, respiração e presença.
Tudo isso é importante. Mas não é suficiente.
Antes de falar, precisamos desenvolver consciência sobre a nossa comunicação.
O que quero gerar com essa fala? Com quem estou falando? Qual resultado quero alcançar? Qual impacto quero provocar? O que espero que aconteça depois?
Também precisamos aprender a organizar o pensamento, estruturar a mensagem e lidar com aquilo que muitas vezes impede uma pessoa de mostrar tudo o que sabe: medo, insegurança, receio do julgamento e experiências que, ao longo da vida, fizeram com que ela aprendesse a esconder a própria voz.
Foi a partir dessa compreensão que nasceu o trabalho que desenvolvo no Instituto Sirlei Theis, em Cuiabá (MT).
Nos nossos cursos de oratória, do básico ao avançado, não trabalhamos apenas técnica. Trabalhamos também o componente emocional da comunicação.
Atuamos ainda na formação de palestrantes profissionais e, dentro de empresas e instituições, com treinamentos de comunicação para líderes e equipes, atendimento ao público, comunicação que vende e desenvolvimento humano.
São trabalhos diferentes, mas todos partem de uma mesma compreensão:
Não basta trabalhar a fala. É preciso trabalhar quem fala.
Quando a comunicação abre portas
Recentemente, tive uma experiência que reforçou ainda mais essa convicção.
Participei pela primeira vez do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios e conquistei o 3º lugar na categoria Pequenos Negócios, na etapa estadual de Mato Grosso, em uma edição que reuniu 364 inscritas.
Fiquei muito feliz com o resultado.
Uma premiação como essa considera diferentes critérios relacionados ao negócio e, para mim, estar entre as finalistas e conquistar o terceiro lugar logo na primeira participação representou um reconhecimento importante à trajetória que estamos construindo no Instituto Sirlei Theis.
Mas houve algo naquela noite que me marcou especialmente.
Tive a oportunidade de falar.
Depois, várias pessoas vieram me contar o quanto haviam se conectado com a minha mensagem. Surgiram conversas sobre levar nossos cursos para outras cidades e novas possibilidades profissionais.
Foi impossível não pensar: é exatamente sobre isso que eu falo quando ensino comunicação.
Uma fala não deveria terminar quando você devolve o microfone.
Uma comunicação consciente e intencional gera movimento.
Pode gerar uma reflexão, uma decisão, uma oportunidade, uma venda, uma conexão ou abrir uma porta que antes não existia.
Uma competência para a vida
Tenho percebido também um movimento curioso nos últimos meses: pessoas e empresas têm chegado até o Instituto depois de encontrarem referências sobre o meu trabalho em pesquisas realizadas por meio de ferramentas de inteligência artificial.
Algumas procuram formação de palestrantes. Outras buscam cursos de oratória ou treinamentos de comunicação para suas equipes.
Em plena era da inteligência artificial, isso nos traz um paradoxo interessante.
A tecnologia pode nos ajudar a organizar ideias, encontrar informações e até escolher palavras.
Mas continua existindo algo profundamente humano na comunicação.
Porque comunicar não é apenas produzir frases.
É saber o que queremos dizer.
É compreender para quem estamos dizendo.
É ter coragem para nos posicionar.
É transformar conhecimento em mensagem — e mensagem em movimento.
Talvez, por isso, desenvolver a comunicação tenha se tornado uma competência tão importante para profissionais, líderes, empresários, palestrantes e qualquer pessoa que precise fazer suas ideias chegarem ao mundo.
Porque você pode ter conhecimento, experiência e uma história extraordinária.
Mas existe uma pergunta que continua sendo decisiva:
Você consegue fazer o outro perceber tudo isso quando você fala?
Sobre Sirlei Theis
Sirlei Theis é palestrante, escritora, mentora e treinadora de comunicação, fundadora do Instituto Sirlei Theis, em Cuiabá (MT). Atua com cursos de oratória básica e avançada, formação de palestrantes profissionais, palestras, mentorias e treinamentos corporativos nas áreas de comunicação, liderança, atendimento ao público e comunicação que vende. É autora do best-seller Gritos Silenciosos: Como Sentimentos Reprimidos Moldam as Nossas Vidas e criadora da abordagem Comunicação com Alma.
Publicado por:
Redação Radar Mato Grosso
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