A corrida eleitoral de 2026 em Mato Grosso ganhou novos contornos após as decisões partidárias que definiram alianças e candidaturas para o Governo do Estado e o Senado Federal.

A principal movimentação ocorreu em 30 de julho, durante a convenção estadual do União Brasil, em Cuiabá. O encontro foi marcado pela disputa interna entre o senador Jayme Campos e o grupo liderado pelo ex-governador Mauro Mendes.

Em votação, os convencionais decidiram apoiar a candidatura à reeleição do governador Otaviano Pivetta, do Republicanos. Foram 30 votos favoráveis à aliança com Pivetta contra 19 pela candidatura própria de Jayme Campos, além de uma abstenção.

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A decisão representou uma derrota política para Jayme, que defendia uma candidatura própria do União Brasil ao Governo. Durante as articulações, o senador e seus aliados manifestaram insatisfação com os rumos adotados pela legenda e chegaram a classificar o processo como uma espécie de “traição” ao grupo político que ajudou a construir o partido em Mato Grosso.

A vitória do grupo de Mauro Mendes provocou reflexos imediatos no cenário eleitoral e abriu caminho para uma aproximação entre MDB e PL.

O PL já havia homologado, em 22 de julho, o senador Wellington Fagundes como candidato ao Governo de Mato Grosso. A composição ganhou força com a aproximação do MDB, que deve lançar Janaína Riva como candidata ao Senado Federal.

Presidente estadual do MDB, Janaína Riva passou a ocupar posição estratégica nas articulações eleitorais. A legenda vinha dialogando com diferentes grupos, mas avançou nas negociações com Wellington Fagundes depois que perdeu força a possibilidade de uma composição com o grupo de Otaviano Pivetta.

A aproximação entre MDB e PL poderá formar uma das principais chapas de oposição ao atual governador. Wellington terá a missão de disputar o Palácio Paiaguás, enquanto Janaína entra na corrida por uma das duas vagas ao Senado que estarão em disputa em 2026.

Coronel Vânia ganha espaço

Outro nome que ganhou protagonismo no MDB é o da coronel Vânia Rosa, vice-prefeita de Cuiabá. Ela deixou o Novo e se filiou ao MDB em fevereiro, aproximando-se da direção estadual comandada por Janaína Riva.

Vânia também assumiu a presidência do diretório municipal do MDB em Cuiabá, fortalecendo sua participação na organização partidária e nas articulações para as eleições.

A presença de Vânia ao lado de Janaína Riva e de outras lideranças durante as movimentações partidárias reforça a estratégia do MDB de ampliar sua força na capital e consolidar novos nomes para a disputa eleitoral.

PL e MDB juntos

O PL, além de Wellington Fagundes, já havia homologado o deputado federal José Medeiros como candidato ao Senado. Com a entrada de Janaína Riva na composição, o partido passa a contar com uma aliança importante para a disputa majoritária.

A união entre PL e MDB também coloca Wellington Fagundes em uma posição mais competitiva na corrida pelo Governo, ao mesmo tempo em que Janaína Riva ganha uma estrutura partidária ampliada para a disputa pelo Senado.

Do outro lado, Otaviano Pivetta conta com o apoio formalizado pelo União Brasil após a derrota de Jayme Campos na convenção. A decisão consolidou o grupo liderado por Mauro Mendes em torno do projeto de reeleição do governador.

As próximas convenções deverão definir os últimos detalhes das chapas, mas o cenário já começa a apresentar uma disputa marcada por alianças, rupturas e mudanças de lado.

A derrota de Jayme Campos no União Brasil, a aproximação entre MDB e PL e a consolidação de Wellington Fagundes e Janaína Riva colocam Mato Grosso no centro de uma disputa eleitoral que promete ser uma das mais acirradas dos últimos anos.

Com as principais forças políticas se movimentando, a eleição de 2026 começa a ganhar contornos mais claros e deverá colocar frente a frente diferentes projetos para o futuro do Estado.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Radar